Perceber um novo nicho de mercado, explorá-lo e ser bem sucedido na idéia é o que qualquer empreendedor sonha. Seja no mercado que for.
Mas essa foi realmente surpreendente porque a isca é a fé! Falar o que os outros querem ouvir é o grande trunfo das milhares de igrejas evangélicas que se proliferam por aí como gremillins. Enquanto na católica você entra para ouvir sermão, na evangélica é só alegria, bençãos, testemunhos positivos,...
A novidade, com somente um "templo" - por enquanto - tem como mote "Uma igreja diferente, ungida e sem preconceitos" e se chama Igreja Contemporânea. Sim, é uma igreja com público alvo gay! Moderno, nao? Fica na Lapa (onde mais poderia ser?), e no horário do culto (justamente quando eu saía do Bar das Quengas, que fica na esquina) gays e travestis chegavam felizes para orar! O negócio é sério mesmo. No site (até as freirinhas estão cybernéticas) tem toda a programação que inclui passeios, cultos especiais, leitura da Bíblia sem preconceitos, batismo, etc. Com direito o comunidade no Orkut, blog, "Fale com o Pastor" e tudo mais.
E os testemunhos? Tem um lá com título de "Abençoado por todos os lados". Ui! Não tive coragem de ler mas o trocadilho é sugestivo...
Atenção: não tenho nada contra evangélicos nem gays, pelo contrário, tenho pessoas queridas dos dois lados. Sou como a Igreja Contemporânea: Sem Preconceitos! Esse post é baseado na curiosidade do ramo criativo trazido pelo Pastor Gladstone. Que bom que essas pessoas tem um lugar que se sintam bem e acolhidas já que a igreja católica é preconceituosa até dizer chega!
Se eles são mercenários e só pensam em ganhar dinheiro dos fiéis pelo menos eles entregam o que prometem (não é a toa que nunca ouvi falar de ex-evangélico)!
Se qualquer maneira de amar vale a pena, quem dirá de rezar! Aleluia!!
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terça-feira, 1 de abril de 2008
sábado, 15 de março de 2008
Criatividade Brasileira
Dou início aqui a série "Criatividade Brasileira". Um registro do que o brasileiro cria, transforma e reinventa para sobreviver, vender mais, ou ganhar vantagem e criar diferenciais (as vezes nem tanto) sobre a concorrência.
Certamente alguns terão registro fotográfico. Não é o caso desse, que dá origem a série, já que eu estava dirigindo e não deu para abrir a bolsa, tirar a câmera, etc! Teria batido e esse post teria outro tema.
Quando eu era criança pequena lá em Barbacena, ops!, em Resende, carro funerário era uma belina ou caravan preta escrito na porta o nome da funerária, e quando cruzava com um, tinha um nervoso misturado com uma curiosidade mórbida de saber se tinha alguém dentro, do que teria morrido, etc.
Pois a criatividade (e a modernidade) transformaram a caravan preta em uma van branca (com ar condicionado, creio eu) com o título de "Translado Póstumo". Chique, não? Demorou para cair a minha ficha do que se tratava. Criativo e sóbrio! Nada mais justo para o último passeio. Poderia chamar também de transfer out - out dessa vida para uma melhor! No Rio, dependendo do trajeto, também caberia last city tour (last but but least!).
Os próprios cemitérios já vem criando novos conceitos, como parques, com jardins, colinas, lagos e pássaros! É muito mais agradável pegar um translado póstumo e ir para o Jardim da Saudade do que um carro funerário preto e parar no São João Batista!
Bom para evitar que as criancinhas pensem bobagem como eu fazia...
Certamente alguns terão registro fotográfico. Não é o caso desse, que dá origem a série, já que eu estava dirigindo e não deu para abrir a bolsa, tirar a câmera, etc! Teria batido e esse post teria outro tema.
Quando eu era criança pequena lá em Barbacena, ops!, em Resende, carro funerário era uma belina ou caravan preta escrito na porta o nome da funerária, e quando cruzava com um, tinha um nervoso misturado com uma curiosidade mórbida de saber se tinha alguém dentro, do que teria morrido, etc.
Pois a criatividade (e a modernidade) transformaram a caravan preta em uma van branca (com ar condicionado, creio eu) com o título de "Translado Póstumo". Chique, não? Demorou para cair a minha ficha do que se tratava. Criativo e sóbrio! Nada mais justo para o último passeio. Poderia chamar também de transfer out - out dessa vida para uma melhor! No Rio, dependendo do trajeto, também caberia last city tour (last but but least!).
Os próprios cemitérios já vem criando novos conceitos, como parques, com jardins, colinas, lagos e pássaros! É muito mais agradável pegar um translado póstumo e ir para o Jardim da Saudade do que um carro funerário preto e parar no São João Batista!
Bom para evitar que as criancinhas pensem bobagem como eu fazia...
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