terça-feira, 23 de outubro de 2007

O poder do silencioso

Não sou chegada a assuntos escatológicos mas resolvi registrar aqui a situação constrangedora que passei hoje.

Por causa do congresso/feira que está acontecendo aqui no Rio, essa semana estou cheia de reuniões com clientes, fornecedores, parceiros e gente querendo vender seus serviços. A de hoje de manhã era com dois italianos querendo vender um sistema de reservas. Chiara e Alberto são os personagens.

Papo vem, papo vai, no meio da apresentação do peixe deles, a coisa fedeu! Um cheiro indescritível, que foi crescendo, crescendo... e o papo continuou. Eu olhando para a cara daqueles dois, sem prestar atenção em nem uma palavra do que eles falavam, só conseguia pensar: qual dos dois está com a mão amarela? Ao mesmo tempo que isso passava pela minha cabeça (quase sem respirar), pensei que um deles, provavelmente pensava a mesma coisa, ou seja, para quem não foi o responsável pelo barbantinho cheiroso, eu também era suspeita! Deu para entender meu raciocínio?

O cheiro não passava e eu não podia falar nada, nem eles. O pior: como hoje estava muito frio aqui, eu tinha desligado o ar condicionado! Nós três, na minha (pequena) sala: dois pensando a mesma coisa e o terceiro (ou terceira) torcendo para o cheiro passar logo, a reunião idem e correr para o banheiro. Três sorrisos amarelos. E só um par de mãos que deveria estar até laranja de tão amarela!

"OK, então fico aguardando uma proposta de vocês" - UFA! O cheiro passou e a reunião acabou.

Que situação embaraçosa! Fiquei com pena de Chiara ou de Alberto (depois de passar a pena de mim mesma!) Não sei se fosse só o barulho sem cheiro teria sido melhor, mas só poste está livre de passar por isso. Não conheço nenhuma estatística a respeito do assunto, mas acho que normalmente ele resolve escapulir em locais inapropriados como elevadores, reuniões, consultas médicas, sala de aula, missa... Já tinha ouvido histórias do gênero mas nunca presenciado! E espero nunca ser protagonista!!!

E a pergunta que não quer calar: será que ao sair de lá, o réu confessou seu crime ou colocou a culpa em mim???

7 comentários:

Vicky Meiotta disse...

hahahahahahahahhaha

Muito provavelmente saíram comentando "nossa, que mulher estranha, né?". Esse é o problema de estar em minoria numa hora dessas!!

Gastón disse...

Pois é. E pode ter certeze que um perguntou pro outro: foi você?

E se ninguém assumiu, alguém tá achando que foi você Anna.

Dgão disse...

Eu já cho que um olhou para o outro e falaram:
_ Como é que vc deve coragem de mandar aquela bomba ????
é muito mais divertido zoar quem a gente conhece..

rsrsrs

Sis disse...

Pode ser que um dos dois já esteja familiarizado com aquele mesmo cheirinho... Eles vieram da Itália juntos??? Ahhh, pode ter certeza que eles sabem quem foi!!

ANNA disse...

Pois eh! Nunca vamos saber o lado de la da historia!

Hoje quando chegou o email dele com a proposta, por um segundo achei que ele pudesse ter pedido desculpas pela flatulencia, mas nem uma palavra!

Que honra a sua visita, Vicky!
Welcome back, Sis!
Gaston e Dgao, meus habitues, adoro seus comentarios!

Bernardo Esteves disse...

Caso ótimo! Me lembrou de uma história que aconteceu comigo. Estava entrevistando um pesquisador - só eu e ele na sala, ele me falando todo animado sobre sua tese de mestrado. De repente, no meio da explicação - PPRRRRRRR!!!!!!! Imagine o mais barulhento que você já ouviu: foi assim. E ali só estávamos nós dois, não tinha em quem ele colocar a culpa. Fiquei tão constrangido pelo amigo que me deu até vontade de assumir o peido no lugar dele. Mas não havia o que fazer. Ele continuou falando e eu continuei ouvindo, naquela situação absolutamente desconfortável - deu vontade de falar alguma coisa pra quebrar o gelo, mas só consegui ficar calado. Pelo menos não fedeu - em geral, o fedor é inversamente proporcional ao barulho...

ANNA disse...

Bernardo, mano a mano deve ser complicado!!! Que situacao... Espero que nem vc nem eu, nem ninguem passe por isso de novo!