sábado, 8 de setembro de 2007

Pedalar é preciso...

Essa é para entrar no caderninho de dicas de qualquer um que vier para Paris!

Seguindo mais uma dica do meu querido amigo JC, liguei para marcar um passeio, segundo ele imperdível! Um passeio guiado de 4 horas numa bicicleta elétrica!!! Mesmo depois do programa Dalida, boto fé nas dicas dele.

Ponto de encontro: Place Vendome, as 14:30. Lá estava eu, com a maior pinta de turista, de mochila nas costas e garrafinha de água nas mãos. O dia lindo não podia estar mais perfeito. Encontrei meu guia Olivier e mais um casal de franceses, Katherine e Daniel. Fizemos um test-drive para ver como a bike funciona e vamos nessa!

Que delícia é andar de bicicleta pelas ruas de Paris! Ainda mais sem quase fazer esforço e indo a lugares inacessíveis de carro, e outros completamente desconhecidos mesmo nos melhores guias de turismo.

O passeio também inclui os lugares conhecidos mas sempre com um ponto de vista diferente, uma explicação nova ou uma história curiosa! A parte chata foi que ele explicava em francês (para o casal) e em inglês (para mim), o que provavelmente fez o Olivier encurtar as histórias ou o passeio!

Dos lugares desconhecidos, destaco uma arena escondida no Quartier Latin, que quase foi demolida por uma empresa de transportes e foi salva por Victor Hugo. Depois de leões e gladiadores, hoje é frequentada apenas pela comunidade, as crianças ficam jogando bola, peteca e o que mais der na telha!


Outro ponto alto, foi um mosteiro, cuja capela foi feita pelo mesmo arquiteto do Arc du Triumphe. Só pudemos dar uma olhada rápida na capela pois um padre estava sendo ordenado, mas entrar naquele lugar (cheio de historias durante a Revolução Francesa, contadas pelo Olivier) com o canto da missa vindo da capela, o refeitório todo preparado para o almoço de celebração do novo padre, com vinho e baquette nas mesas... A combinação da simplicidade com a energia foi incrível!!


Mais uma supresa em plena St. Germain des Prés. Um verdadeiro pagode japonês (para quem não sabe é uma construção típica e não tem nada a ver com samba!), que o diretor do Le Bon Marché na época, mandou construir de presente para sua esposa pois já havia dado todos os perfumes, jóias e roupas possíveis (e tinha medo de dar um carro pois ela poderia "ir muito longe"). O lugar se tornou o must na época já que ela fazia festas divinas e super disputadas onde todos tinham que ir a caráter (japa!). Até que numa dessas festas, ela se encantou com um jovem americano e fugiram! Ele, cheio de desgosto, depois de um tempo vendeu o pagode que hoje funciona como cinema e tem um café muito simpático no jardim!


Enquanto isso, metade das pessoas hoje resolveram andar de Velib (aquela pública do post anterior!) Eles estavam mais "turísticos" do que nós nas nossas eletrobikes!

Não vou contar todas as histórias pois espero que um dia todo mundo tenha o privilégio de fazer esse passeio! Um charme secreto de Paris!

Um comentário:

Paulo Ricardo disse...

Oi Anninha! Olha eu por aqui. E só comecei a vasculhar seus segredo bloguisticos.
Bike elétrica? Humm... gostei da idéia. Preciso conseguir uma pra dar um rolé aqui no calçadão.
Mas vou te contar uma coisa,em segredo, é claro. Quando li que você descobriu um autêntico pagode japonês, imaginei imediatamente um lugar com um monte de japas caindo no samba, cantado Jovelina Perola Negra. kkkkk. Não tô bem não, rs.
beijos,PR.